Comunismo: China estabelece metas para policiais prenderem cristãos

A sequência de perseguição religiosa aos cristãos na China tem se intensificado desde o início desse ano. Determinado em barrar o crescimento do cristianismo no país, o Partido Comunista Chinês, dessa vez, chegou ao cúmulo de estabelecer metas para que policiais prendam os seguidores de Jesus Cristo considerados um risco para o regime de Xi Jinping.

A denúncia foi divulgada pela Portas Abertas, organização que auxilia os cristãos perseguidos em todo mundo e monitora os índices de intolerância religiosa nos países, incluindo a China, que ocupa a posição 43º em sua lista anual de locais onde o cristianismo é mais perseguido

Segundo informações da revista sobre liberdade religiosa ‘Bitter Winter’, delegacias da cidade portuária de Dalian estão recebendo do Governo chinês avaliações com base no número de cristãos presos.

Um policial local confirmou que sua unidade recebeu uma notificação da Secretaria de Segurança Nacional, onde é apresentado um plano de desempenho em uma escala de até 100 pontos, explicando também como muitos cristãos teriam que ser presos.O agente também informou à revista que se os policiais não cumprirem tais metas, poderão perder seus empregos. Ao que parece, essa é uma forma explícita de pressionar os oficiais para que atendam os interesses de controle social exercido pelo Partido Comunista Chinês.

O preço dos cristãos

O policial residente em Dalian ainda informou à Bitter Winter que delegacias estão negociando umas com às outras para cumprir suas cotas. A unidade que já atingiu sua pontuação média vende por 70 dólares os nomes de cristãos presos.

Essas medidas surgem logo após uma das maiores igrejas cristãs do país ser fechada, a Early Child Covenant. Autoridades do Governo alegam que a congregação era ilegação por não ser “registrada”.

A exigência de registro, porém, vai muito além do mero cadastro institucional. Diz respeito à submissão da igreja aos interesses ideológicos do Partido Comunista do país, que passa à influenciar a doutrina e até mesmo a forma de culto das congregações a ele filiadas.

Em uma carta recente publicada na revista Newsweek e dirigida ao presidente chinês, o reverendo Johnnie Moore, membro do Conselho Executivo Evangélico de Donald Trump, e o rabino Abraham Cooper, condenaram a perseguição religiosa no país comunista.

“O que o mundo deve pensar sobre um governo que arbitrariamente coloca centenas de milhares de seus próprios cidadãos em campos de concentração para ‘reeducá-los’, com base apenas em sua religião?”, escreveram eles na carta, segundo o Christian Post. Com informações: Guiame.


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