Acusado de estupro, médium diz que orientações foram “repassadas pelo espírito”

Em depoimento concedido no último dia 16, o médium João de Deus, acusado de ter cometido vários abusos sexuais, fez declarações polêmicas e consideradas contraditórias pelos investigadores que lidam com o caso.Um dos trechos que chamou atenção foi a responsabilização dos “espíritos” sobre os procedimentos praticados na Casa de Dom Inácio de Loyola, local onde atendia o místico em Abadiânia, GO.

“No atendimento não é repassada receita, as orientações são repassadas pelo espírito, ou seja, não é de maneira escrita”, diz uma parte das notas taquigráficas colhidas durante o depoimento e divulgadas pelo O Globo.

Questionado sobre o fornecimento de uma “receita” para a compra de medicamentos – o que tecnicamente não é permitido, uma vez que o mesmo não é médico – o médium tentou se explicar.

“[Ele] Esclarece que apenas atende e orienta. Informa ainda que alguns frequentadores já adquirem os produtos, mesmo sem o encaminhamento do espírito, pois são frequentadores do local há muitos anos e acreditam na eficiência do produto”, continua a nota.

João de Deus também negou que solicitava atendimentos individualizados. Ele resolveu colocar a culpa em seus seguidores, dizendo que “são as pessoas que o procuram em busca de um atendimento individualizado, vez que são os frequentadores quem solicitam tal atendimento e não o interrogado”, acrescenta a nota.

Preso preventivamente, João de Abadiânia, como também é conhecido, aguarda o desfecho das investigações que podem lhe condenar definitivamente. Até o momento já foram mais de 500 denúncias contra o médium, incluindo o depoimento de uma das suas filhas.

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