Pesquisadores da UFPR participam de projeto na estação brasileira na Antártica

Estação Antártica Comandante Ferraz será inaugurada nesta quarta-feira (15).

Pesquisadores da UFPR tentam chegar a estação de pesquisa na Antártica Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai participar de projetos na nova estação antártica brasileira, a Estação Antártica Comandante Ferraz, que será inaugurada nesta quarta-feira (15).

A base brasileira existe há mais de 35 anos e foi destruída por um incêndio há oito anos. Os pesquisadores da UFPR ficarão no local por 20 dias para coletar amostras de água e de sedimentos marinhos que, após analisados, apontarão como esse ambiente antártico vem se modificando com base em alterações ambientais. A inauguração da estação estava prevista para terça-feira (14), mas foi adiada por conta do mau tempo.

A Marinha do Brasil divulgou, em nota, que a cerimônia deve ocorrer nesta quarta-feira a partir das 17h, no horário de Brasília.

Nova base brasileira na Antártica tem design sustentável e mais seguro FOTOS: Veja a nova base do Brasil na Antártica A pesquisa Estação Antártica Comandante Ferraz conta com geradores eólicos e placas fotovoltaicas Divulgação Estúdio 41 Segundo a UFPR, o principal objetivo da pesquisa é trabalhar com o ciclo do carbono, que está presente na composição dos seres humanos, nas células, nos tecidos e em outros organismos, além de estar dissolvido nos oceanos e na atmosfera.

Na atmosfera, ainda conforme os pesquisadores paranaenses, o carbono se encontra na forma de gás carbônico (CO2 ) e consiste em uma grande preocupação porque está diretamente relacionado ao aquecimento global.

“O intuito é entender como esse elemento participa das atividades, dos organismos, da produção de matéria orgânica e qual é o papel dele nas mudanças climáticas, que são muito mais expressivas nessa região de estudo”, disse o coordenador do projeto, professor César de Castro Martins, do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Martins explicou que, por meio das amostras que serão coletadas, será possível obter algumas respostas a respeito da modificação do ambiente antártico com base nas alterações ambientais, sejam humanas ou naturais. Veja mais notícias no G1 Paraná.

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